domingo, 12 de janeiro de 2020


Nossa inteligência se forma na coletividade.

Por: Paulo Balôba.



A contribuição que os filósofos existencialistas deram ao pensamento contemporâneo sobre a essência e a existência com as suas duas correntes: os que eram ateístas e os que tinham fé em Deus são muito significativos para o pensamento contemporâneo.

A vida é missão, e como missão pertencemos a um grupo desde o nosso nascimento e vamos seguindo a vida fazendo parte de “um com todos” em diversas ramificações da sociedade. O homem que fica preso só ao seu "ego" é propício a sentir a angustia citada pelos os filósofos ateístas do existencialismo. Acredito que isso se dá porque nunca o homem está satisfeito pela carência que a sociedade lhes apresenta como padrão. Isto é, para o homem fugir da angustia pelo distanciamento que a vida causa a essência, ele tem que consumir, e esse consumo são superficiais, porque tira da essência e da aos objetos o valor que eles não têm, e vão causando uma dependência de consumo entre Ser, Ter e Poder... Roubando-lhes o sentido da vida, que é: ele reconhecer o valor da vida dele e do outro ser independente da sua condição burguesa de consumo e status, e que ele faz parte de uma ou várias comunidade que tem suas regras e hierarquias pela própria condição existencial da essência... Não sendo a falta de liberdade, mas o ordenamento necessário para da norte a vida dentro da comunidade ou da sociedade muito além de um simples objeto... O que fica de mais positivo nos filósofos ateístas é dá o valor devido à vida, e só quem dar valor a vida é quem já perdeu, tem varias passagem na bíblia, e a maior dela é à ressurreição de Jesus, não no sentido teologal dogmático. Mais que a vida não se encerra em nós mesmo e, por isso, temos que perder para que o "Todo" ganhe, e se o Todo ganha estamos ganhando também, não um sobre o outro na ideia de superioridade como condição e status, e nem de piedade, mas de reconhecimento que cada individuo é importante e, não é só um número dentro da coletividade, mas parte integral na dimensão corpo, alma e espírito e, por isso, tem que ser valorizado, como parte importante, reconhecendo suas carências inerentes a todo ser, e criando meios para dar mais dignidade perante a vida, no sentido de igualdade como é usado na língua portuguesa com relação identidade e justiça...





Esse texto que é uma continuação de outros com a mesma ideia tem por objetivo pensar a construção positiva que os existencialistas deram a humanidade quando valorizaram e fortaleceram o individuo, porém cada vez que passam estamos nos individualizando e perdendo o senso de coletividade...

 



















A Nossa inteligência se forma no coletivo

Por Paulo Balôba


Até meado dos anos 80, o Brasil tinha uma escola pública onde o ensino fundamental era forte, jovens mais motivados para estudar... Nesse contexto no ensino público havia algumas coisas que motivavam, eram o esporte coletivo e o festival cultural, não foi por acaso que as escolas e colégios construídos em época mais remota tinham teatros com padrões maiores. E esse espírito de coletividade e senso de ética despertavam nossa capacidade e nossos limites que são inerentes ao ser humanos. Acredito que está faltando essa base nos colégios públicos de hoje que é objetividade na disciplina de Educação Física tendo a integração com as demais disciplinas. Para estimular o jovem na prática do exercício tem que ter objetividade formando equipes entre salas do colégio para disputar torneios internos. Posteriormente com outros colégios, isto vai fazer desses jovens os futuros cidadãos do nosso país porque o esporte e a cultura vão ajudar os jovens a respeitar os seus colegas, equilibrando a capacidade de lidar com derrotas e vitórias, limites e superação etc. Tudo com um espírito comunitário, coisa que está deixando de existir no colégio público, e não sabemos por que os valores primordiais de muitos jovens e adultos estão se perdendo. Cada vez mais estamos fechados em nossos condomínios, shoppings e não entendemos por quê. Sabemos que nossa sociedade cada vez que passa, está se tornando mais violenta, mais adoecida... A essência do homem é nobre, mas é preciso dar parâmetro na infância e adolescência para se tornar um adulto responsável. Têm jovens que têm medo de entrar numa sala de aula ou em uma igreja, tem medo do social; o esporte como a cultura, integra o indivíduo na sociedade. Fica uma pergunta: que sociedade e valores nós queremos daqui a trinta anos... Essa sociedade que nós desejamos, É necessário investir logo para formarmos os adultos do futuro...

A nossa inteligência se forma no coletivo... O escrito Fodor, escreve que o papel da Psicologia deveria ser descrever um programa que constituísse a mente, não a parte da matéria, e sim algo que fossem diferentes de neurônios e neurotransmissores, onde poderia traduzir as palavras em sistema de símbolos que já entendemos e, para isso, precisaríamos de uma linguagem inata. Ele chama de linguagem do pensamento. Penso que isso seria impossível porque o pensamento reside nas experiências cognitivas como também na parte emocional com tudo que fazemos ao longo da vida. O que diferem o ser são as experiência que cada um tem na coletividade e sub-coletividade. O ente é senhor da razão com seus conhecimentos e paixões no Tempo e Espaço, mesmo só fisicamente, o Ente está interagindo na coletividade, basta imaginar que os meios de comunicação estão passando informações o tempo todo, e mesmo quando lemos um livro estamos em comunhão com muitas idéias de quem escreveu, formada nas suas experiências coletiva.

...  A integração do ser humano não está só presa ao saber intelectual, mas na relação com o outro e com ele mesmo para fortalecer alma, corpo e espírito... Nós aprendemos que temos que ter conhecimento acadêmico para ser uma pessoa bem sucedida na vida. Isso é bom, mas é superficial porque fugimos cada vez mais da nossa essência, a ideia de ser, ter e poder dar uma noção deturpada da vida e de seus valores nobres. Não podemos fugir do que o mundo hoje nos oferece, mas essa ideia de status e sucesso que induzimos nossas crianças e jovens está fora do real, porque a satisfação do homem não está só nisso. Poucos conseguem uma colocação de destaque tão almejada na mídia, que é desejada por todos os setores da sociedade, e mesmo que isso vem acontecer o grau de satisfação vai depender dos princípios adquiridos na infância e adolescência, onde se forma a mente humana com relação ao mundo e suas crenças... Depois da família, da crença religiosa, o colégio é a porta de entrada da criança e dos jovens na sociedade, posteriormente dos adultos nas Universidades. A base da sociedade que construímos é formada na fase infantil e adolescência, e quem fortalecem esses princípios é a comunidade escolar. Por isso, a cultura e os esportes têm que ter um papal primordial revendo os conceitos de ética, dentro do nível de cada grupo de alunos com o objetivo de formar cidadãos conhecedores da sua cidadania...






Paulo Balôba

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